The Haleon Pain Index
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O alto preço que pagamos por não entender o problema universal da dor permanece em grande parte invisível, não dito e não diminuído.
O peso financeiro de longo alcance da dor não é um problema novo. Estatísticas do Instituto Nacional de Saúde (NIH) em 2011 revelaram que os custos anuais combinados de saúde e perda de produtividade devido à dor podem atingir 635 mil milhões de dólares. Este valor é superior aos custos anuais das doenças cardíacas (309 mil milhões de dólares), do cancro (243 mil milhões) e da diabetes (188 mil milhões). E mesmo com um foco crescente no bem-estar dos colaboradores, o impacto da dor no trabalho diário continua a ser negligenciado e pouco estudado.
A dor não só dificulta a capacidade das pessoas para realizar tarefas no trabalho, como também as impede de comparecer ao local de trabalho. Da mesma forma, no Haleon Pain Index 3 (HPI 3, realizado em 2017), foi identificada uma média de 7,2 dias de ausência do trabalho nesse ano devido à dor. Este valor variou consoante os tipos de dor, sendo a osteoartrite responsável pela maioria das ausências – mais de 16 dias de falta.
O HPI 3 também revelou o impacto económico pessoal da ausência no local de trabalho relacionada com a dor, já que, globalmente, 39% desses dias perdidos não foram remunerados.
A nossa última pesquisa HPI de 2023 revelou que, independentemente de as pessoas desempenharem funções de secretária ou trabalho manual, 50% a nível global tiveram problemas no trabalho devido à dor.
Mais de 6 em cada 10 pessoas afirmam que a dor as impede de se concentrar no trabalho e quase 50% referem que a dor as deixa ansiosas. Um terço (33%) indicou que a dor impactou negativamente as relações profissionais. E quase metade (47%) considera difícil manter conversas quando está com dor.
Apesar do impacto generalizado da dor na vida profissional de tantas pessoas – afetando o humor, o sono, a sociabilidade, a paciência, a saúde emocional e a produtividade – falar sobre dor continua a ser um desafio. De acordo com o HPI 5, apenas 3 em cada 10 trabalhadores que sofrem de dor conversaram com os seus gestores ou empregadores sobre isso.
Além disso, um estudo recente da American Osteopathic Association (AOA) revela que quase 1 em cada 4 trabalhadores de escritório nos Estados Unidos acredita que sentir dor é simplesmente parte de ter um trabalho de secretária. Esta perceção errada pode levar as pessoas a sofrerem em silêncio, causando problemas na dinâmica da equipa e nas relações profissionais. Também pode significar que adiam o tratamento da dor, até que a sua capacidade de desempenhar funções seja reduzida.
Claramente, as atitudes da sociedade desempenham um papel importante. Quando as pessoas falam sobre os seus sintomas de dor no trabalho, mais de um terço sente que a sua dor não é levada a sério. Em geral, as experiências pessoais de dor podem variar consoante os grupos demográficos.
Existem benefícios económicos potenciais para empregadores, indústrias e decisores políticos que lidam com a dor no local de trabalho.
De acordo com a fase 3 do Economist Impact Health Inclusivity Index, apoiado pela Haleon, o problema musculoesquelético mais comum entre os adultos mais velhos é a dor lombar – um cuidado proativo pode reduzir significativamente a sua recorrência e poupar mais de 37,1 mil milhões de dólares por ano. Também poderia acrescentar 33 milhões de dias de trabalho por ano nas economias analisadas nos índices de Inclusão em Saúde.
Além disso, uma das maiores barreiras que impedem as pessoas de lidar eficazmente com a dor, segundo a última pesquisa do HPI, é a “literacia em saúde”: a capacidade de uma pessoa compreender e utilizar informações para tomar decisões sobre a sua saúde. Isto também tem um custo, pois as pessoas com baixo nível de literacia em saúde incorrem em custos anuais quase três vezes superiores, devido ao aumento das consultas médicas e medicamentos prescritos. Mas com um grande custo vem um grande benefício potencial: o Índice de Inclusão em Saúde (Fase 3 2025) revela que o investimento em literacia em saúde oferece a maior poupança entre os sete tópicos de saúde estudados.
Para um progresso profundo e duradouro, as atitudes da sociedade em relação à dor no local de trabalho devem mudar.
A Haleon tem várias iniciativas que visam capacitar os trabalhadores a procurarem cuidados sem receio de repercussões profissionais. Por exemplo, Theraflu: Direito ao Descanso e Recuperação defende permitir que os colaboradores se recuperem totalmente de doenças ou dores – destacando que o descanso é um fator fundamental para a produtividade e o bem-estar.
Estas iniciativas reforçam que promover uma cultura no local de trabalho onde o descanso e a recuperação sejam valorizados é essencial para reduzir o impacto económico da dor.